Nascida em Botucatu, em 1905, Maria José Dupré é contemporânea de nomes como Érico Veríssimo, José Lins do Rego e Viana Moog, e é de uma época em que as mulheres intelectuais apenas começavam a exercer alguma atividade profissional. Estreou como escritora em 1939, com a publicação do conto “Meninas tristes”, num suplemento literário de O Estado de S. Paulo, com o pseudônimo de Mary Joseph. Em 1941, estreou como romancista com O romance de Teresa Bernard, já então assinando Madame Leandro Dupré. Éramos seis, seu maior sucesso literário, foi lançado em 1943 e já foi reeditado inúmeras vezes, além de ter sido traduzido para vários idiomas e adaptado para o cinema argentino e para a televisão brasileira. Esse romance recebeu o Prêmio Raul Pompéia, da Academia Brasileira de Letras, em 1944. Entre 1944 e 1969, publicou Luz e sombra, Gina, Os Rodriguez, D. Lola, Casa de ódio, Vila Soledade, Angélica, Menina Isabel e Os caminhos. Dupré faleceu em 1984.
Éramos Seis Ambientada nos anos 20, Éramos Seis conta a história da vida de Lola, casada com Júlio e mãe de quatro filhos. Com o passar dos anos e os filhos saindo da adolescência, Lola fica viúva e vai fazendo de suas memórias a grande companheira de vida. Ao ver os filhos crescerem e tomarem rumos diferentes, Lola se enche de lembranças dos bons tempos em que vivia feliz com sua família. O livro fala sobre as alegrias e, principalmente, dificuldades de uma família que, com o passar dos anos, desmembra-se porque cada um segue sua vida, ou porque a vida não deixou que ele a seguisse. O livro também mostra um pouco sobre a ditadura Vargas e a Segunda Guerra Mundial. |